A eleição de Obama nas redes sociais

Comprimido

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por Rui Freire

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Na véspera das eleições americanas, importa acompanhar a utilização que o candidato Obama faz das redes sociais.

Encontrei este artigo no Cibertransistor que aqui transcrevo, e que ilustra os diversos canais de comunicação que a campanha de Obama usa. Vamos ver com que resultados.

Barack Obama está em campanha para a sua reeleição e a casa branca está pronta para usar a sua “arma” secreta. Plataformas digitais capazes de mobilizações em massa quer ao nível de voluntariado para a sua campanha quer de “angariação” de votos, cada vez mais preciosos nos tempos que correm…

A campanha presidencial de Barack Obama em 2008 foi elogiada por todo o uso dado a estas plataformas, conseguindo desta forma criar “engagement” com toda a comunidade que até então nenhum político tinha conseguido.

Twitter, Facebook e MySpace, além da sua própria rede social, My.BarackObama.com, foram as “armas” de mobilização massiva.

Com esta abordagem a campanha de Obama conseguiu atrair um público que normalmente não está envolvido no processo político, ancorados ao lema “Change”. Desta forma bateram-se recordes históricos ao nível de angariação de fundos. Após o discurso de Sarah Palin na Convenção Nacional Republicana em 2008, a campanha de Obama acumulou o maior número de doações em um período de 24 horas – US $ 10 milhões de cerca de 130.000 doadores.

Se não fosse a Internet, Barack Obama não seria presidente. Se não fosse para a Internet, Barack Obama não teria sido o candidato
Huffington Post –  após a eleição de 2008.

Toda a Media especializada apelidou a vitória de Obama como, “A Eleição do Facebook“, no entanto, este era apenas um sinal da revolução que as redes sociais iriam despoletar.

O Facebook foi muito importante em 2008, Obama teve 2 milhões de amigos no Facebook, e agora tem 28 milhões
Sam Graham-Felsen –  responsável pela área de blogues na campanha de 2008

Os Media Sociais têm crescido exponencialmente, e, como resultado, muito do que a campanha tem feito é tentar chegar com  conteúdo relevante que será disseminado em toda a media social.

Nesta sua segunda corrida para a presidência, Obama e a sua equipe têm a tarefa ainda mais dificultada. Será mais uma vez vitoriosa?  Obama vai conseguir recriar a “magia” da primeira?

Obama versão digital em 2008

Na primeira campanha presidencial de Obama ele esmagou o seu rival republicano John McCain na arena digital. Obama não só ganhou muito mais seguidores e amigos em diferentes plataformas, mas também, a sua equipa demonstrou que estava muito mais comprometida com os Media Sociais como um espaço para envolver os utilizadores/eleitores de forma mais eficaz e eficiente.

Aqui estão alguns exemplos da incursão notável da campanha:

  • Twitter: Obama juntou-se ao Twitter em Março de 2007 e no dia da eleição de 2008, ele era uma das pessoas mais populares do microblog. Ele tinha mais de 118.000 seguidores, enquanto seu rival republicano McCain teve uns meros 4.942 seguidores.
  • YouTube:A campanha de Obama usou o YouTube para divulgar 14.500 horas de imagens de vídeos oficiais – todos gratuitos. De acordo com o consultor político Joe Trippi, essa quantidade de visibilidade na rede de televisão teria custado US $ 47 milhões.
  • MySpace: Obama tinha cerca de quatro vezes mais amigos no MySpace do que o seu concorrente McCain (844.927 contra 219.404) – uma enorme vantagem, embora não tão acentuada como a sua liderança Twitter.
  • My.BarackObama.com: Criação da sua própria “rede social”, a primeira plataforma social para apoiantes da campanha de forma haver um envolvimento mutuo de todos os eleitores. Após a vitória de Obama, a campanha decidiu manter a plataforma activa. A campanha também usou o Change.gov – o site oficial – para pedir aos cidadãos para compartilhar as suas histórias e metas.
  • Texto Presidencial: Uma forma que Obama encontrou para recompensar os seus apoiantes, enviando-lhes uma mensagem de texto com a notícia do vice-presidente. O texto dizia:

Barack escolheu o senador Joe Biden para ser nosso candidato a VP. Assista ao primeiro comício de Obama-Biden ao vivo às 15:00 na www.barackobama.com Espalhe a palavra!

Obama versao digital em 2012

Liderando a eleição de 2012, Graham-Felsen diz baseado na experiência de sua estratégia de 2008:
Como podemos construir uma comunidade on-line e como podemos traduzir isso em mobilização offline?

Isto foi o que a equipa digital de Obama nos reserva para 2012:

  • Dashboard:Dashboard é a ferramenta de campanha social da equipe de Obama lançado em Maio de 2012 – é uma versão mais evoluída do My.BarackObama.com.
  • Instagram: A campanha de Obama juntou-se a 4 de Janeiro ao Instagram, um dos aplicativos de mais rápido crescimento no mercado mobile. Ele usa a plataforma para mostrar fotos pessoais e “behind-the-scenes “ associadas à sua campanha.
  • Mobile App: A campanha de Obama lançou a aplicação “Obama para a América” , uma App político partidária, que consiste numa ferramenta que permite inscrições para eventos de campanha, doar dinheiro e obter informação acerca do processo de votação nos respectivos distritos.
  • Reddit AMA: Obama respondeu a perguntas da comunidade Reddit, em uma AMA (“Ask Me Anything”) a 29 de agosto. O presidente atraiu mais de 200.000 pessoas para a conversa, e 1,8 milhões de inscritos para o evento.
  • Square: Obama começou a usar o Square em janeiro para receber doações através de iPhones e smartphones Android.
  • Doações de mensagem de texto: A campanha de Obama tornou-se a primeira campanha presidencial a aceitar doações através de mensagens de texto a 23 de Agosto. Apoiantes podem enviar até US $ 50 através de sms de valor acrescentado.
  • Twitter, LinkedIn e Facebook: Obama realizou reuniões digitais, respondendo a questões de utilizadores no Facebook em Abril de 2011, o Twitter em Julho de 2011 e LinkedIn em Outubro de 2011. Estas reuniões digitais ocorreram antes do período de campanha começar oficialmente, esta foi uma forma encontrada para dar o kick-off da campanha ao nível tecnológico.
  • Google+ Hangout: Obama realizou um Hangout Google+ em Janeiro, iniciando assim o recurso ao vídeo chat do Google.
  • Michelle Obama no Pinterest: A campanha decorre numa conta Pinterest criada para Michelle, conta esta que a primeira-dama usa ocasionalmente para si mesma com a assinatura “-mo”.
  • Foursquare: Presente desde Agosto de 2011, antes  da campanha iniciar oficialmente,  a ferramenta tem sido utilizada para a partilha com os seus apoiantes dos seus locais de passagem.

Resposta de Obama à “maioria Eastwood”: A equipe de Obama twittou uma foto do presidente de costas sentado na cadeira do Salão Oval, em resposta aos comentários de Clint Eastwood durante o congresso republicano.

@ BarackObama – Esta cadeira está ocupada.

Obama versão digital 2008 e 2012  apresentam duas realidades completamente diferentes.
Em 2008, a campanha de Obama surgiu como inovadora e experimental.
Em 2012, com toda a media social perfeitamente “instalada” e a ser um pouco a imagem do “power to the people”, são plataformas bidirecionais onde todos os consuidores estão ligados numa rede de mais de 2 biliões de utilizadores, chegando ao ponto de nos surpreendermos a nós próprios quando ao escrever um artigo como este descobrimos que o Obama está na nossa 2ª linha de contactos no Linked in é caso para dizer WOW.

O grande mérito de Barack Hussein Obama, que mudou a forma de se fazer política no seu país e em todo o mundo, foi ficar atento à evolução dos meios, Medias e tecnologias, para usá-los, assim que fosse viável e necessário, a seu favor, e mais importante, antes que os seus concorrentes tivessem coragem de o fazer.

Assim este é um exemplo claro de que é estar presente de forma eficaz e efetiva nos Media sociais. Pois, não bastam iniciativas isoladas para ouvir a população. É necessário além de ouvir, dar satisfações, mostrar resultados, dialogar com os eleitores, para que haja de verdade um acompanhamento de uma comunicação contínua em ambas as partes e acima de  tudo construir relações duradouras.

Tal como ao nível empresarial a grande questão hoje em dia é estar atualizado, ter visão e acima de tudo coragem de implementar uma estratégia antes dos seus concorrentes. Esta será a grande variável diferencial do séc. XXI. Obama já a está a usar e vocês?

Ou como diria Peter Drucker, “A inovação sempre significa um risco. Mas ir ao supermercado de carro para comprar pão também é arriscado. Qualquer atividade económica é de alto risco e não inovar – isto é, preservar o passado – é muito mais arriscado do que construir o futuro”.

 

fonte:

http://cibertransistor.com/2012/09/27/obama-digital-re-evolucao-nas-redes-sociais/

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