Educação, video e pedagogia

Comprimido

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Rua Sésamo

Olá a todos!

Hoje vamos falar de educação, pedagogia, e da evolução natural dos métodos de ensino, aliados à evolução tecnológica e social. E claro, como não podia deixar de ser, vamos meter o nosso querido video ao barulho.

Nos dias de hoje, as crianças nascem numa sociedade digital e estão inseridas cada vez mais em habitats digitais. Todos os que estão a ler este artigo (a não ser que isto já chegue às crianças.. mas ainda assim acho que os desenhos na tv devem ser mais divertidos) fizeram parte de uma mudança de paradigmas no panorama tecnológico que foram acompanhando e assimilando ao longo dos anos. Mas as crianças de hoje não acompanharam todas essas mudanças. As crianças de hoje já nascem inseridas nesse contexto digital, ou seja, aprendem tão facilmente a dizer as primeiras palavras como a interagir com um ecrã táctil de um smartphone ou de um tablet. Como é óbvio, isto tem um impacto enorme no desenvolvimento cognitivo, e consequentemente, na formação de uma sociedade literada digitalmente. É este o futuro para o qual caminhamos.

No entanto, olhando para as nossas escolas, para os nossos professores e para as ferramentas pedagógicas usadas, chegamos facilmente à conclusão que as metodologias de ensino não estão a acompanhar este desenvolvimento. Porquê? Porque estas metodologias são datadas e pouco têm evoluído com os anos, ao contrário da tecnologia e das crianças que usam essa tecnologia, o que acontece cada vez mais cedo.

Vejamos os exemplos dos manuais escolares. Faz sentido, no contexto em que as crianças se inserem actualmente, basear o ensino de determinadas matérias em livros pesados, estáticos e sem qualquer capacidade de interacção? A Apple, por exemplo, também acha que não e tem um plano em acção.

Estamos a falar de “livros” interactivos, com recurso a uma multiplicidade de impulsos visuais e sonoros, que enriquecem a experiência do aluno, entretendo-o ao mesmo tempo que o motiva. É que para haver motivação há que haver paixão, e para haver paixão têm que haver estímulos adequados. Então porque é que hoje se continua a educar com livros que não estimulam as crianças? Ler no computador ou no tablet também é ler, mas não devia ficar-se por aí. Aprender também é ver, ouvir e jogar, que é aquilo que as crianças cada vez mais fazem nos tempos livres. Porque não aproveitar isso a favor da educação? Quem é que se lembra da Rua Sésamo? Não era apaixonante e tão didáctica?

O video pode desempenhar um papel essencial nesta nova forma de ensinar, uma vez que pela sua capacidade de transmitir a mensagem de forma dinâmica, interessante e apelativa, consegue motivar as crianças a aprender e a assimilar melhor as diversas temáticas. Também os jogos, por exemplo, são uma forma interactiva e muito desafiante de ensinar uma matéria, e tudo isso acaba por perder-se às vezes no papel, que é um suporte apenas com uma dimensão.

Impõe-se um novo desafio para as editoras, escolas, e professores. Há que entender como mudar de paradigma e fazer a educação apanhar o comboio. O comboio digital.

Até à próxima semana,
Ricardo Constantino

fonte:
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