O enorme crescimento do vídeo online

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Qualquer modelo de negócio de media digital no futuro tem de incluir vídeo, se é para ser bem sucedido.

Cada vez mais, os comportamentos de consumo de web video e as estatísticas de publicidade, indicam e reforçam a evidência desta afirmação. Hoje, os números da PwC (via IAB UK) mostram que a publicidade de vídeo online no Reino Unido cresceu 43% para  85.8 milhões de Euros no primeiro semestre de 2012, representando 12% da publicidade total, online e mobile, em comparação com 9% em 2011 .

E, à medida que é moldado o futuro do vídeo no MIPCOM, em Cannes, nós achamos importante ressalvar e mostrar como grande vai ser a ascensão do web video como base no comportamento do consumidor.

Um enorme crescimento :

Monthly consumer IP video consumption in Petabytes by category Many EyesConsumo mensal de vídeo IP em Petabytes por categoria

Uma previsão da Cisco Visual Networking Initiative, do início deste ano, destaca uma série de tendências interessantes que irão enquadrar o ambiente e desenvolvimento daqueles negócios nos próximos quatro anos. E se achar que o vídeo online é enorme agora, então espere para ver. Ele vai redefinir o que entendemos como enorme. E não estamos a falar de aumento de impostos..

A quantidade de dados consumidos, em cada mês, de vídeo online vai mais que quadruplicar entre 2011 e 2016, de 10.000 petabytes no ano passado para mais de 45 mil petabytes em 2016. Para pôr em perspectiva, um petabyte é um milhão de gigabytes. Toda a obra literária da humanidade até hoje corre em 50 petabytes. Em 2016 vamos ter seis milhões de anos de vídeo a cada mês a cruzar a internet, todos os meses !

E isso não significa apenas que aumentará o uso geral de dados, a proporção de dados consumidos em vídeo online, globalmente, irá aumentar de 51% para 55% até 2016.

No Reino Unido, o vídeo na Internet é actualmente responsável por metade de todo o tráfego da Internet, e deverá aumentar para 59% até 2016. Há também sinais de os mercados publicitários estarem a aproximar-se do crescimento do vídeo.

 

Alteração do format mix – a ascensão do mobile video e a afirmação do web vídeo

O Mobile tem sido apontado como a next big thing no vídeo, nos próximos anos, e a taxa de crescimento médio de 90% que a Cisco prevê, entre 2011 e 2016, parece, em parte, justificar esta tendência. O mobile vídeo consome actualmente a quinta maior quantidade de dados em formatos de vídeo online, mas em 2016, o mobile video irá ultrapassar todos os outros formatos, excepto o de longa duração, para se tornar a segunda maior fonte de tráfego de dados de vídeo.

A continuidade dominante do vídeo online, está a ser desafiada pelo estereótipo do web vídeo que cada vez mais é mais curto, vejam-se os exemplos dos vídeos de gatos bonitos ou “O António mordeu o meu dedo” e outro tipo de vídeos virais. No entanto, o consumo de web vídeo, mais curto por natureza, está a crescer mais rapidamente do que o formato de longa duração, a um ritmo de 34% contra 22%.

Parece que os vídeos curtos do YouTube ainda vão ser o grande ganhador. Isso faz com que a decisão da Base79, apresentada neste último MIPCOM, com o lançamento de quatro novos canais no YouTube, pareça um plano melhor a longo prazo do que a decisão, por exemplo, da Freemantle, em fazer a adaptação dos conteúdos do YouTube para os canais lineares tradicionais.

O web vídeo transmitido na televisão, através dos Internet Conected devices (smart TV, leitores de Blu-ray, PVR’s,…), parece também ser uma área de grande crescimento, mas enquanto a Internet na TV (Over-The-Top ou OTT) irá tornar-se o terceiro maior contribuinte para o tráfego de vídeo online, os PVR’s ainda vão ser um mercado muito pequeno em 2016.

 

A Europa Ocidental terá o seu “momento de vingança” da América

Monthly video consumption by region 2011 to 2016 in petabytes

Consumo de vídeo mensal por região, entre 2011-2016, em petabytes

As previsões da Cisco para o crescimento por região, sem grande surpresa, mostram a América Latina, Médio Oriente e África como as regiões com crescimento mais elevados, pois irão desenvolver-se rápido, partindo de uma base pequena ou muito pequena.

Mais surpreendente é a previsão de que o consumo na Europa Ocidental vai crescer muito mais rapidamente do que na América do Norte, a uma taxa média de 37% entre 2011 e 2016, em comparação com 20% para a América do Norte. Este fenómeno irá colocar a Europa Ocidental em segundo lugar em termos de consumo, logo atrás do actual líder Ásia-Pacífico, e bem à frente dos EUA, que ficam em terceiro.

Fonte : The Media Briefing

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