Os olhos também bebem – o vinho e a comunicação

Comprimido

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Olá a todos.

Hoje vamos falar do néctar divino (prometo que não estarão alcoolizados no final deste artigo) e das especificidades da comunicação para este mercado tão específico, o do vinho.

Quando entramos num supermercado e vamos à procura de um bom vinho, podemos fazer parte de dois tipos de consumidor com perfis diferentes. O perfil do especialista, que sabe o que procura, e o perfil do consumidor comum, que olha para a vasta colecção de vinhos, separados por regiões, tipos e aromas e fica completamente aterrado porque tem que fazer uma escolha, mas não sabe bem como.

Grande parte das pessoas não tem como distinguir um bom vinho, especialmente antes de ter a oportunidade de prová-lo.
Na verdade, é um bocado como escolher um bom filme para ver no cinema, uma vez que só no final é que conseguimos perceber se foi um bom investimento ou uma perda de tempo/dinheiro. No vinho, temos 3 elementos determinantes: o tipo de vinho (tinto, branco, espumante, etc), o preço e os elementos visuais/comunicação. O preço e o tipo de vinho criam um primeiro filtro de selecção, mas no final tudo se resume à impressão que a imagem do vinho causa nas pessoas. É o elemento chave e um dos verdadeiros impulsionadores da compra.

Nesta perspectiva, por muito bom que um vinho seja, é importante que se perceba que antes da prova concretamente dita, as pessoas têm que ser impressionadas com os elementos visuais da marca. De outra forma, o vinho corre o risco de ser mal interpretado/julgado por ter um mau rótulo ou um nome menos apelativo, por exemplo.

Mas o vinho também é (e deve ser) mais do que uma garrafa. Um vinho desperta e vive de emoções (temos que admitir que ao fim de alguns copos as emoções tendem a perder a essência). E essas emoções, pelas características do mercado e dos consumidores, devem ser exploradas pela marca para construir uma relação com as pessoas e posicionar-se num lugar bem cimeiro na sua lista de interesses. E como é que isso se consegue? Com uma estratégia de comunicação, muitos conteúdos de qualidade e muitas histórias! Videos, fotografias, presença nas redes sociais, um site cuidado e por aí fora. Se nas marcas em geral é importante comunicar, nas marcas de vinho é obrigatório.. offline e online.

É importante vincar esta ideia: as pessoas, na sua grande maioria, não compram um vinho em detalhe, olhando para as suas características. As pessoas compram emoções. O video, neste ponto específico, é das melhores ferramentas para o conseguir. Mostrar o processo de produção, a vindima, as opiniões de enólogos e clientes, por exemplo, são alguns dos recursos valiosos que podem ajudar uma marca de vinho a construir uma relação sólida com as pessoas e a marcar pontos face à concorrência.

Um entre os vários exemplos disponíveis pelo mundo fora.

É caso para dizer que os olhos também bebem.

Até à próxima semana,
Ricardo Constantino

fonte:
http://www.shortfuse.pt

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