O futuro do vídeo online não é o Youtube

O futuro do vídeo online não é o Youtube

 

 

E outras coisas que eu aprendi no primeiro dia de VidCon

 

por Bia Granja, co-founder youPIX

Acabou agora o meu primeiro dia de Vidcon, o maior evento dedicado a vídeos do mundo. Contei um pouco aqui sobre o formato do evento e como se dividem as atividades. Estou acompanhando as palestras e debates da agenda de Indústria, mais voltada pra discutir negócios e oportunidades do mercado de mídia e vídeo online.

São 3 salas com conteúdo rolando ao mesmo tempo e a sensação de “estou perdendo aquela outra palestra” te acompanha ao longo do dia todo. Só que esse ano eu não só senti isso como tive CERTEZA de que perdi coisa muito boa. Ano passado eu foquei no palco principal, onde rolam as palestras que discutem mais o presente e o futuro da mídia, e me dei bem. Esse ano a história foi diferente. O auditório principal deve comportar umas 2 mil pessoas, mas a lotação média foi de umas 150 (olha esse vídeo que eu fiz). Por outro lado, as 2 salas menores e mais focadas em palestrinhas práticas estavam sempre lotadas, tentei entrar em uma delas por 3 vezes e falhei miseravelmente.

Por outro lado, encontrei uma galera bem interessante no corredor e algumas das coisas que eu aprendi ou ouvi no primeiro dia da Vidcon que me marcaram também vieram dessas conversas.

Obrigada, Bradesco, por tornar isso possível. ❤

4 ideias que rolaram no primeiro dia da Vidcon

  1. Que o futuro do vídeo não é o Youtube ou o Facebook, mas o Snapchat.
    Celular está se tornando A central de consumo de vídeo e 1/3 desses views já acontecem no Snapchat, disse Mike Vorhaus da Magid Media, em apresentação de pesquisa sobre o mercado de vídeos nos EUA. De acordo com ele, Snapchat cresce também por que é chat, é social, é conteúdo, é entretenimento, é notícia e é private. Ele terminou a apresentação aconselhando Mark Zuckerberg a continuar tentando comprar o app. hiihihihi
  2. Número não é tudo. Engajamento é tudo.
    John Green, youtuber, dono da Vidcon e também autor de alguns livros que você deve conhecer, como “A Culpa é das Estrelas”, disse em sua palestra de abertura que ele gostava mais de quando tinha uma audiência menor, por que ela era mais engajada, se relacionava com ele sob uma perspectiva mais pessoal. Diz ele que “não quer uma audiência gigante, quer uma audiência incrível”. Pra confirmar, ele citou que em 2010 vendia 1 camiseta da sua ong pra cada 2 mil views em um vídeo, agora vende 1 pra cada 8 mil views. Quanto maior sua audiência, mais você perde a comunicação com ela.
  3. Comunidade > Conteúdo
    Dean Gilbert da Victorious, uma empresa especializada em ferramentas pra ampliar o relacionamento entre fãs e creators, falou muito sobre a questão da comunidade. Pra ele, o Netflix falha por que ele só valoriza o conteúdo e não cria relação com a audiência. É claro que conteúdo é o ponto de partida, mas conteúdo passivo é diferente de um conteúdo da qual as pessoas se sentem fazendo parte. A Suzan, CEO do Youtube, contou que 40% dos millennials declaram que youtubers entendem eles melhor que seus melhores amigos.
  4. Falar com todo mundo não é mais o que importa.
    Como continuação da questão de que números não são tudo, vem a noção (que já comentamos aqui no youPIX) de que estamos entrando na “Era do Nicho”. Ricky Van Veen, founder do College Humor, do Vimeo e Head do Facebook Media, falou que negócios de mídia que querem falar com todo mundo acabam dependendo muito de publicidade, só que não tem ninguém na web hoje entregando uma oferta melhor disso do que o Facebook, assim, produtores de conteúdo tem que entregar algo diferente, com foco maior em experiência, criatividade e comunidade. (Falamos sobre isso no youPIX Tag, #CreatornãoéCPM). E teve também a palestra sobre “Como hackear os algoritmos do Youtube” que mostrou que canais mais nichados são mais valorizados dentro da plataforma.

E alguns dados…

  • 3 dos 5 apps mais usados por adolescentes nos EUA pertencem ao Facebook, os outros são Youtube e Snapchat.
  • 60% dos millenialls dos EUA preferem ficar sem Facebook do que sem Netflix.
  • 48% da audiência do Facebook Live vem de shares e não da base original de fãs da página.
  • Facebook Live tem 10 vezes mais comentários do que vídeos comuns.
  • Facebook detecta se sua foto é de banco de imagens e diminui o alcance do post.
  • Um influenciador gera 2,4x mais engajamento do que uma marca ou veículo.
  • A Vice teve 40% de aumento de brand recognition depois de fazer conteúdo na HBO. O mercado pensou “Now you are a real media company”.
  • Vídeos vistos no celular geram mais envolvimento da audiência, e recebem mais comentários.
  • Views de vídeos online cresceram 164% desde o ano passado, foram 589 bilhões de views em Maio no mundo todo.

Por hoje é só pessoal. Amanhã tem mais. Fiquem ligadinhos. ❤

www.comprimido.pt

"Onde Quando e Como eu Quiser"

subscreve ✅ http://bit.ly/ONDEQUANDOCOMO

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *