Video, métrica e futebol

Futebol

Olá!

Em pleno Euro 2012, hoje vamos falar da questão da métrica nos videos, com uma pitada de Cristiano Ronaldo.

O video é cada vez mais usado. Não como acto isolado e pontual, mas sim como parte integrante de uma estratégia de marketing online a longo prazo. E nessa estratégia de longo prazo, importa planear, estruturar e medir.

É na medição que me quero centrar hoje. Porquê? Porque é medindo que se consegue melhorar, controlar e obter melhores resultados.

Mas medir não é só saber o número de visualizações. Hoje em dia fala-se muito em viral, em atingir um número gigantesco de pessoas, e muitas vezes a medição fica-se por aí. Mas será que deve ficar-se por aí?

Aqui é que entra a analogia com o futebol. Num jogo, não ganha quem ataca mais. Ganha quem tem a melhor finalização e quem mete mais golos, embora às vezes as estatísticas o contradigam. No video, a história é a mesma. Não ganha quem chega a números gigantescos de pessoas. Ganha quem chega às pessoas que importam – aquelas que compram. São essas pessoas, esses contactos qualificados, que determinam se marcamos golo ou se simplesmente atiramos ao poste. É que chegar a muitos até pode ser fácil. Chegar a bons é que às vezes pode ser mais complicado.

O Youtube, para quem desconhece, tem uma série de métricas que podem ser úteis para sabermos se estamos a atingir o nosso público alvo. Dados como a origem do tráfego, demografia ou percentagem de retenção de audiência (que nos diz em percentagem quantas pessoas viram o video até ao fim), podem ser bem mais eficazes para determinar se estamos a cumprir os nossos objectivos de marketing online do que simplesmente um número massivo de visualizações que não distingue sequer se as pessoas viram o vídeo até ao fim. Isto significa que podemos estar todos contentes com o nosso video “viral” e não sabemos que 5 segundos depois de ter começado, grande parte das pessoas deixou de ver o video e fechou a janela. Estas pessoas, que decidiram não se sujeitar à mensagem até ao fim, contam como visualização e são motivo de orgulho para muitos. Mas será que vão comprar? Será que são relevantes para a marca?

Será que menos, na métrica, também é mais?

Fica a questão, e já agora que Portugal consiga seguir em frente, com eficácia e não com bolas no poste. 😀

Até para a semana,
Ricardo Constantino

fonte:
http://www.shortfuse.pt

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